Rio Doce Terra

# Projeto de produção de água

Juninho Lobo

Um dos grandes problemas atuais do planeta é o meio ambiente: Falta de chuva, secas extremas, temperaturas altas, descongelamento de geleiras e por aí vai. Em Rio Doce, o córrego que nasce nas Lajes e corta a cidade chegou atingir uma vazão mínima de 17 litros por segundo, sendo que 65% desse valor é captado para o abastecimento da cidade; não sobra quase nada: As causas deste problema são diversas; causas locais e globais.
Dentre as locais podemos citar a exploração dos solos de forma indiscriminadas a décadas e o pouco caso com a proteção das nascentes e topos de morro por parte de alguns proprietários ,pisoteio do gado nos olhos dáguas ; nas causas globais podemos citar a diminuição drástica no volume de chuva que tem caído por aqui. Temos historicamente uma precipitação de 1300 a 1500mm de chuva/ ano o que corresponde 1300 a 1500 litros de chuva por metro quadrado. Em 2014, ano mais seco da história por aqui, tivemos 546 mm no período e em 2017 até 26/10 tivemos somente 450mm. Essa chuva é digna de sertão nordestino.
Iniciamos a recuperação do córrego das Lajes ou córrego de Rio Doce a alguns meses fazendo serviço de locação de barraginhas e agora iniciamos a execução das mesmas, que nada mais é que “pontos de coleta de água de chuva” que impedirá a movimentação das enxurradas pelos terrenos morro abaixo que levará a péssimas consequências como: assoreamento dos córregos baixando a taxa de oxigênio das águas, erosão laminar e por sulcos nos solos além de empobrecimento dos mesmos. Essas barraginhas, potencializa a produção de água nas nascentes as quais abastecem os córregos e rios.
Esse projeto de revitalização prevê muitas ações como:
Construção de barraginhas e terraços.
Proteção de nascentes.
Plantio de árvores em topos de morro e mata ciliar.
Construção de fossas sépticas.
Repovoamento do córrego com espécies de peixes locais.
Construção de reservatório de água para abastecimento emergencial da cidade .

Este projeto é uma parceria da Prefeitura, Emater, Fundação renova, produtores rurais e conta com o apoio do Codema (conselho municipal de meio ambiente)