Rio Doce Terra

# Humberto Cenachi

José Geraldo Drummond Cenachi

Nasceu em 06 de março de 1903 e era filho de Caetano Cenacchi  e Gertrude Tinarelli.
Estudou com o professor Anselmo Coura, pai à época de sua futura esposa Maria, as noções de contabilidade que lhe permitiriam trabalhar com comércio. Tornou-se bem preparado e fazia todo o trabalho nessa área, cuidando dos seus negócios.
Tinha um comércio de produtos variados como típica loja do interior.
No tempo que o Rio Doce tinha pepitas de ouro, também comprava dos garimpeiros pepitas de ouro, que eram pesadas na balança própria da época para esse fim, e que comercializava.
Na sua casa à R. Cel. João José tinha a loja de comércio e, na parte mais interna do quintal, um barracão com um moinho de fubá movido a água, um moinho de fubá elétrico e uma máquina de descascar arroz. Assim, ele comprava também milho e arroz cultivados na região para comercializar fubá e arroz. Tinha um amor especial pelo barulho da água movendo a pedra do moinho de fubá.
Seu temperamento era calmo, sereno, com grande senso de justiça. Quando os filhos crianças entravam em desentendimento por algum motivo, ele ouvia pacientemente um de cada vez e a sua atitude respeitosa já resolvia por ali mesmo e os que se desentenderam saiam satisfeitos.
Era muito ativo, sempre alegre e trabalhando.


Discreto, educado e extremamente caridoso, insistia que fossem feitos panelões de comida para que, quem aparecesse lá e quisesse comer, encontrasse almoço. Assim, diariamente aparecia por lá gente que não tinha outra opção de onde almoçar.
Continuava vendendo a quem não pagava a conta, não sabia recusar e, assim, ajudava muitas pessoas. Em algumas situações, a esposa e filhos tinham que interferir para coibir abusos.
Teve uma época em os ânimos estavam muito exaltados na cidade. Havia dois partidos políticos e os partidários de cada um não aceitavam os do outro. Havia até cidadão que andava armado com revólver na cintura. Os estabelecimentos comerciais se dividiram: havia os que recebiam simpatizantes de um partido e os que recebiam os simpatizantes do outro. Na sua loja não era assim, iam simpatizantes dos dois partidos e eram todos bem acolhidos.
Houve uma eleição democrática em Rio doce para Juiz de Paz. Ele foi indicado como candidato junto com outro riodocense.  O outro candidato saiu em campanha fazendo suas colocações verbais pedindo votos, usando um caminhão para percorrer as redondezas. Sô Bertinho, como era chamado na cidade e na roça (região rural em torno), não saiu de sua loja para se colocar publicamente como candidato. A apuração foi feita ao vivo, irradiada pela rádio Ponte Nova, com o locutor contando voto a voto. Ele ganhou a eleição com folga sem ter feito nenhum esforço nesse sentido. A população o reconheceu como um Juiz de Paz nato; era o seu temperamento pacífico e justo que sobressaía como característica marcante.
Ele mantinha a serenidade em todas as situações, com um tom de voz calmo, nunca se alterando.
Também tinha um lado de humor, com ironia fina em algumas situações. Costumava dizer do temperamento das pessoas, fazendo comparações com as lixas para lixar madeira que vendia na loja. Assim, quando alguém mostrava um comportamento grosseiro ou desrespeitoso, ele dizia que tal pessoa precisava de lixa nº 0, 1, 2 dependendo da gravidade da atitude.
 Os domingos começavam com a ida à missa por toda a família às 7 horas da manhã. Retornando da missa iam todos para a loja, inclusive as crianças, para ajudar no atendimento dos clientes que vinham do meio rural e lotavam as dependências da loja para fazer suas compras. Depois que a loja fechava,  costumava aparecer alguém querendo comprar alguma coisa e ele mandava os filhos atenderem no que fosse necessário.

Costumava receber a visita do seu irmão mais velho Andrico (para nós tio Andrico), apelido de Henrique. Eram momentos em que todos se sentavam na sala, incluindo as crianças, e ouviam, atentos, os casos contados pelo tio Andrico, geralmente de assombração. Os casos eram carregados de suspense como o cavalo que se recusava a andar pela estrada no meio da noite como se impedido por algo invisível e ameaçador. Eram histórias interessantes, assustadoras e muito envolventes.
Na tarde de domingo era comum o passeio com os seus filhos pela linha de trem.
Algumas vezes ia com os filhos visitar os irmãos Antônio e Andrico e seus familiares dando importância à convivência entre os membros da mesma família.
Depois que foi construída no quintal uma quadra de vôlei, (iniciativa do filho de mesmo nome, Humberto, que já morava em Belo Horizonte), as caminhadas pela linha de trem foram substituídas por partida de vôlei em que ele era um jogador assíduo, participando como os filhos e outros jovens da cidade para compor o time necessário. Aí era comum seu comentário :”ô matipó”! quando alguém fazia uma jogada completamente fora do padrão mínimo esperado. Isso ajudava a dar nível melhor ao jogo e sua presença tornava o convívio mais fraterno e organizado.
Também eram comuns os jogos de baralho, mais especificamente, o “truco” em que todos se sentavam em igualdade de condições, as crianças incluídas e jogando no mesmo padrão. Ele se empolgava e as partidas eram muito emocionantes. Todos se tornavam bons jogadores, e as regras do jogo eram bem delimitadas e conhecidas por todos.
Ensinava aos filhos com palavras calmas, com paciência e respeito.


Filhos de Humberto Cenachi e Maria Coura Cenachi

 
Geraldo (in memorian) casado com Celeste tiveram os filhos Andrea e Carlos. Carlos se casou com Uslane  e têm dois filhos: Guilherme e Alexandre. Moram em Belo Horizonte com exceção de Andrea que mora em Brasília, mas sempre vem a Belo Horizonte.
Nélio (in memorian) se casou com Adeoci e tiveram 4 filhos: Eduardo, Nélio, Luciane e Luane. Eduardo é casado com Bárbara (sem filhos); Nélio é casado com Fernanda e têm dois filhos: Nícholas e Luca; Luciane é casada com Jackson e têm dois filhos: Camila e Yuri; e Luane é solteira. Eduardo e Nélio moram em Salvador e Luane em Belo Horizonte.
Nadir casada com Haroldo e têm um filho Cláudio. Este é separado e tem um filho Guilherme. Moram em Sete Lagoas.
Maria Nilza, solteira. Mora em Belo Horizonte.
Ana Elizabete, solteira. Mora em Belo Horizonte.
José Celso casado com Maria José e têm 3 filhos: Selene, Celso e Sibele. Selene é casada com Rodrigo e têm dois filhos: Gabriel e Lucas; Celso é casado com Carla e têm um filho Mateus e Sibele é casada com Bruno não têm filhos. José Celso mora em João Monlevade. Selene mora em Itabira, Celso em Belo Horizonte e Sibele está, atualmente, na Bahia.
Zélia Auxiliadora casada com Luís e têm 3 filhos: Sérgio, Luís Fernando e Ricardo. Sérgio tem um filho, Pedro, do primeiro casamento com Cristiane e um filho, Guilherme, do casamento atual com Keila ; Luís Fernando é casado com Isabel e têm um filho, Artur; e Ricardo, separado, tem um filho, Vítor. Moram em Belo Horizonte, com exceção de Luís Fernando que mora com a família  em São Paulo capital.
Humberto casado com Vilma e têm dois filhos: Nêmora (solteira) e Lucas (solteiro). Moram em Belo Horizonte.
Glória casada com Manoel e têm 3 filhos : Marcelo, Alexandre e Isabela.  Marcelo é casado com Karine e têm dois filhos Elisa e  Otávio; Alexandre vai se casar com Karina e têm uma filha Maria Eduarda;  e Isabela é solteira. Moram em Ponte Nova, com exceção de Marcelo e sua família que moram em Poços de Caldas.
Maria Helena casada com Hiltonilo e têm 3 filhos: Renata, Raquel e Daniel. Renata é casada com Rodrigo e têm 2 filhas Lavínia e Letícia, Raquel é casada com Fábio e têm uma filha  Luísa  e Daniel é solteiro. Moram em Belo Horizonte.
Luís Gonzaga casado com Ângela e não têm filhos. Moram em Belo Horizonte.
Eunice casada com Paulo e têm 2 filhos Paulo Henrique (solteiro) e Humberto (solteiro). Moram em Belo Horizonte.
Maria do Carmo casada com Antõnio Carlos e têm um filho Rodrigo (solteiro). Moram em Belo Horizonte.
Lúcia casada com Pedro e têm dois filhos solteiros: Mateus e Gabriel. Moram em São Paulo capital.