Rio Doce Terra

# Os pracinhas de Rio Doce

 

Juninho Lobo


 
 
Com a eclosão da 2ª guerra mundial, dois filhos de Rio Doce: Antônio  Andrade Pereira (Tonico), e Augusto Lobo Pereira, “Augustinho”, foram convocados  a lutar nas campanhas da força expedicionária Brasileira (FEB) , na Itália.

Juntos já haviam prestados serviços militar no batalhão de infantaria sediado em São João Del Rey, durante 3 anos.

Reconvocados, após um período de adaptação e preparação , seguiram primeiro para Nápolis, em seguida para o porto de Livorno, na Toscana, depois para pizza e daí para o campo de Batalha.

Tonico foi fuzileiro na companhia de comandos. Esta companhia era responsável pelo planejamento dos ataques . Agustinho era remuniciador de canhão ante-carro na companhia de artilharia.

Ambos retornaram, ilesos, a Rio Doce, que os recebeu em festa.

Trecho extraído do livro "Rio Doce, Doce Rio..." de Hélcio Pinheiro
"Uma curiosidade que poucos sabem, foi que só em 1982 no governo de João Batista de Oliveira Figueiredo, ou seja 37 anos após o término da guerra,  os combatentes brasileiros passaram a receber do governo federal, uma pensão com um teto mínimo de 2 salários mínimos da época, diga-se de passagem um absurdo, para quem defendeu a pátria numa guerra."
 
Na foto abaixo o Sr. Augusto Lobo Pereira na Itália em 1945